sexta-feira, 19 de março de 2010

Portugal Vs Roménia



A selecção portuguesa de rugby defronta amanhã a selecção da Roménia, num encontro decisivo para o apuramento para o mundial de rugby que se irá realizar na Nova Zelândia em 2011.

O jogo é ás 15h no estádio universitário. Como é costume, as meninas da caixa geral de depósitos distribuirão bilhetes grátis para o encontro. Portanto basta aparecer no estádio, encontrar as meninas, pedir um bilhete e apoiar a selecção num jogo que poderá pôr Portugal na lista das melhores selecções de rugby do mundo, integrando pela segunda vez consecutiva o campeonato mundial, este próximo a ser realizado pela potência do rugby, os guerreiros do Haka, Nova Zelândia.

Site da Federação portuguesa de Rugby

Site da International Rugby Board

quarta-feira, 17 de março de 2010

Incrível, Portugal um país de privilégios para alguns…

450 Euros é o ordenado mínimo em Portugal,

A renda da casa, raramente, anda abaixo dos 300 Euros,

600 mil desempregados e, ao que parece, o actual PEC só prevê a criação de 25 mil novos empregos,

1 000 euros para as propinas,

gasolina está mais cara,

Em suma, a vida está mais cara,

A situação é negra, mas, também contraditória…
Soube-se, agora, que o Estado autorizou um prémio para a equipa de gestão da REN, ao que parece, José Penedos (um dos administradores que está suspenso por ordem do Tribunal devido a um possível envolvimento no caso Face Oculta) vai receber um bónus de cerca de 250 mil euros. Ao todo, os cincos gestores do Conselho da REN vão dividir entre si um prémio de cerca de 1 milhão e 250 mil euros. Bom, pode-se dizer que já é um apertar no cinto… pois em 2008 o prémio foi 3,5 milhões de Euros, mas não deixa de ser obsceno.

Na Portugal Telecom a situação é idêntica, os seus administradores vão receber 6 milhões de Euros em prémios.

Além destes chorudos prémios, fica aqui um pequeno apanhado do salário por dia, sim é quanto recebem por dia, alguns administradores em Portugal: Por exemplo Zeinal Bava ganha 6 905 euros por dia; Henrique Granadeiro fica com 4 575 euros por dia; Rui Pedro Soares 4 200 euros dia; e Jorge Coelho, o mais explorado desta lista, fica com 1 917 euros por dia.

Também é de salientar os lucros, escandalosos, da banca entre 2005 e 2009: 2 470 MILHOES DE EUROS. Para nem falar do lucro dos outros grupos económicos em Portugal…

Isto é uma parte importante da realidade e, consequentemente, eu percebo totalmente as pessoas que não aceitam sair do fundo de desemprego para ir trabalhar num emprego que ganham 2 euros por Hora. Haja respeito e moral. Ao contrário do que muitos afirmam por ai, não há mal nenhum criticar os chorudos ordenados praticados nas grandes empresas tanto públicas como privadas, em tempos de crise é vergonhoso exigir mais esforços à maioria dos portugueses enquanto que uma pequena minoria de indivíduos acumula riqueza…

Como é possível criticar, atacar e pedir esforços aos trabalhadores quando há prémios chorudos, quando há um punhado de indivíduos a receber fortunas por dia!!!!
Os trabalhadores criam riqueza, pois, como é sabido é do trabalho, e não da especulação financeira, que provém a riqueza de um país.

Mais uma vez, fomos enganados.

Este governo PS, vai aumentar os impostos;
Vai atacar o subsídio de desemprego e o rendimento social;
Não vai combater o desemprego;
Não vai tributar o grande capital nem as mais-valias da bolsa;
Não vai apostar em obras públicas;
Não vai dinamizar o aparelho produtivo nacional;
Ao contrário, vai privatizar várias empresas públicas dando, em alguns casos, o monopólio aos privados.

Tempos difíceis adivinham-se… a conjuntura histórica é propícia a rupturas e mau-estar dentro da sociedade. Cabe aos trabalhadores e explorados organizarem-se e lutarem por uma vida melhor.

Tortoise



Uma panóplia de tipos…uma panóplia de tipos que experimentam, tocam, exploram toda a profundidade da música que criam...

Por tipos entendo músicos, por panóplia...banda.


Os Tortoise são uma banda instrumental, originais de Chicago que se formaram no inicio dos anos 90.

As musicas variam de uma para a outra tanto como a variedade dos instrumentos usados, mas o que os faz ser tão interessantes é o conseguirem casar o simples e o complexo, numa interacção entre músicos como encontro em poucas bandas.

Categorizar uma banda destas é, no meu ver, para alem de difícil, inútil. Por isso deixo apenas os sites de interesse e dois vídeos da 2ª e 3ª musica do ultimo álbum.


Myspace

Site Oficial

All Music Guide




segunda-feira, 15 de março de 2010

A contra-revolução continua a confessar-se...

No último congresso do PPD-PSD o congressista e Presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Fernando Costa um dos obreiros do PPD, fez um dos discursos mais visto nas televisões devido ao seu teor caricato. No seu discurso esta frase chamou-me atenção

«Eu levei tanta tareia do Partido Comunista, eu levei tareia do Partido Comunista, […], eu estive nas barricadas de Rio Maior».

Havendo, então, um destacado membro do PPD que, (se a memória não me atraiçoa) inclusive já era deputado nessa altura, a participar nas barricadas que foram erguidas no dia 24 de Novembro de 1975 em Rio Maior contra um suposto «golpe comunista» e a sua «comuna de Lisboa», é revelador que a agitação sentida no Norte do país durante o chamado «Verão Quente», onde no qual são realizadas mais de 150 acções terroristas (Bombas; fogos-postos; assaltos e destruições; tiros) contra os Centros de Trabalhos do PCP, do MDP-CDE, sindicatos e organizações de extrema-esquerda, muito pouco, ou nada, teve de espontâneo. A ideia de uma «simples rejeição popular do comunismo» parafraseada pelo sector de direita e do PS, cada vez mais faz parte de um imaginário desse sector, contudo, sendo ela dominante na sociedade, encerra perigos.

Hipoteticamente acreditando na tese do «CIABoy», Frank Carlucci que esteve em contacto directo com o Portugal revolucionário de então, que a conjuntura avivada no Norte do país «foi espontâneo, ninguém esteve por detrás», ou até, atribuindo a totalidade da organização das barricadas de Rio Maior à CAP, não se pode deixar de salientar que, apesar de não haver «ninguém por detrás» ou da organização das barricadas ter sido da autoria da CAP, nestas barricadas participaram, foram manobrados ou fizeram questão de estar figuras de proa da direita portuguesa…

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domingo, 14 de março de 2010

Final Four




Irá ter lugar na próxima quinta-feira, dia 18 de Março, a fase final da 1ª divisão do campeonato universitário de Lisboa de rugby sevens. Os jogos irão realizar-se no estádio universitário de Lisboa.
A fase final do campeonato irá consistir em 4 jogos, envolvendo os 4 primeiros classificados do campeonato que disputarão os 4 primeiros lugares.

O rugby original (rugby union) é jogado por 15 jogadores durante 80 minutos, 40 para cada parte. A variante rugby sevens é jogado apenas por 7 jogadores e tem a duração de 14 minutos, 7 para cada parte, sendo as regras em geral iguais às do rugby de 15.

Os jogos começam ás 18:00 e a final é ás 19:20. O calendário dos jogos pode ser consultado aqui.

O estádio universitário fica na cidade universitária, em frente ao Hospital Sta. Maria.
Aparece! Vem apoiar a tua faculdade e dinamizar o universo universitário, apoiando o desporto universitário e a competição saudável.

Se tens interesse em praticar desporto pela tua faculdade informa-te na tua associação de estudantes acerca das modalidades disponíveis.

Para saberes mais acerca da final de rugby e das outras modalidades universitárias, visita www.adesl.pt

Deixo aqui um vídeo da 1ª parte de um jogo de rugby sevens entre Portugal e a Austrália.

Plano de Estabilidade e Crescimento

O antigo dirigente, e um dos fundadores do Partido Socialista, criticou as privatizações das grandes empresas públicas, previsto no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC). Afirmou ainda, que o actual Governo (PS- Sócrates) devia concentrar atenções no combate ao desemprego, à pobreza e às desigualdades sociais.

«Quando o País está em dificuldade e é preciso que o Estado tenha poder e capacidade monetária, que venha não somente de fora mas de dentro, para resolver o problemas que afectam as classes mais desfavorecidas - e é para isso que nós socialistas servimos, para servir as classes mais desfavorecidas -, é evidente que não podemos estar assim a desbaratar o nosso próprio património. Não tem sentido, não faz sentido». Afirmou Mário Soares.

Bom, continuam contínuas as contradições dentro do Partido Socialista, mas ao que parece o histórico socialista está de acordo que este PEC não dá garantias de combater o desemprego, a pobreza e as desigualdades sociais. Fica mais uma crítica ao PEC...

quinta-feira, 11 de março de 2010

11 de Março de 1975.

No 11 de Março de 1975 por volta das 11h45 o Regimento de Artilharia 1 (RAL 1) é atacado por aviões e cercado por forças do Regimento de Pára-Quedistas de Tancos. É a derradeira aventura de Spínola na tentativa de conquistar e derrotar a coordenadora do MFA. O golpe do 11 Março é derrotado, muito devido a acção do Comandante do RAL 1, Diniz de Almeida, e de populares que vão para a rua, bem como pelo facto de ser um golpe “estranhamente” defeituoso. Além da sua derrota é de salientar duas mortes que resultam do golpe.

O 11 de Março é o culminar da correlação de forças entre o sector Spinolista e a coordenadora/programa do MFA. O fracasso do golpe Palmo Carlos de 1974, a «matança da Páscoa» e o fracasso da «maioria silenciosa» faz com que Spínola se demita de Presidente da República. Contudo, as eleições para o Conselho de Armas do exército de indivíduos ligados ao sector de Spínola, faz crer ao General que a correlação de forças, finalmente, tinha mudado para o seu lado, lançando então o golpe do 11 de Março.

O derrotado General Spínola foge de imediato de helicóptero para Espanha. Dirá mais tarde que foi traído, pois durante o golpe muitos dos que comprometeram-se em participar no golpe abandonaram-no à última hora. Uma polémica ainda em aberto na história recente. Seja como for, o golpe que ficou reduzido a um ataque ao RAL 1 em Lisboa fracassa redondamente. Um dos militares mais prestigiado do país e no sector militar, abandona o país derrotado militarmente e politicamente.
A condenação do golpe é vasta, desde da extrema-esquerda, ao PCP, passando pelo PS e PSD. Erguem-se barricadas por parte de populares e das massas trabalhadoras, são assaltadas as sedes de partido de direita e até a própria casa de Spínola em Massamá.

Ainda no 11 de Março é realizado uma Assembleia do Movimento das Forças Armadas (MFA) na Calçada das Necessidades em Lisboa, que ficaria conhecido por «Assembleia selvagem», ficando esquecido que se alguma coisa fora «selvagem» nesse dia foi o golpe promovido por Spínola. Nesta Assembleia o país entra numa fase, decisivamente, de esquerda: com a decisão de punir militares e civis ligados ao sector reaccionário e burguês que tinham apoiado o golpe (como Champalimaud, Espírito Santos e até Jorge de Mello da CUF); a nacionalização da banca e dos seguros; e o avanço definitivo da reforma agrária. É a institucionalização do MFA, é dissolvido o Conselho de Estado e criado o Conselho da Revolução e ainda fica consagrada a Assembleia do MFA. A lei 5/75 que institucionaliza a Assembleia do MFA permite que esta tenha poderes fiscalizadores e seja um órgão conselheiro do Conselho da Revolução. Por outro lado, o Conselho da Revolução fica com poderes constitucionais, fiscalizadores e de controlo da acção e actividade legislativa do Governo, o poder de vigiar o cumprimento do programa do MFA e das leis constitucionais, poderes de conselho do presidente da República e amplos poderes de ordem militar.

Se é verdade que o golpe do 11 de Março foi uma resposta aos perigos que o projecto da coordenadora do MFA e suas afinidades com partidos políticos de esquerda representava, ele foi, somente, a força matriz que tornou esse projecto em realidade. Mário Soares, dirigente do Partido Socialista, demonstrava a nova realidade esquerdizante de que era necessário não ser excluido dela, afirmando: «Um dia histórico, em que o capitalismo se afundou».

Dias mais tarde o Conselho de Revolução toma posse, assim como Francisco Costa Gomes assume o cargo de Presidente da República em simultâneo com a chefia do Estado e das Forças Armadas. O MFA tornava-se no «Motor da Revolução portuguesa» que pretendia rumar ao socialismo. O 11 de Março é o inicio do chamado Processo Revolucionário Em Curso (PREC), que vigora durante 37 semanas até ao golpe do 25 de Novembro de 1975. Marca também o fim da batalha entre MFA e Spínola, bem como pode ser encarado como o fim da unidade dentro do própria MFA e da sua coordenadora. O futuro passava pela correlação de forças entre as várias sensibilidades dentro do MFA.